quarta-feira, 27 de abril de 2011

Santa Fe/Argentina - Villazón/Bolívia 16/04 à 24/04 - parte II

Purmamarca
Purmamarca
Purmamarca

Cerro de 7 Colores - Purmamarca
Ruta em Tucuman
Deus ajuda a quem cedo madruga! Assim começamos cedo a segunda-feira 18/04, depois de um banho gelado com os pés protegidos da sujeira do chão por sacola plastica [momento difícil], seguimos até a ruta que nos levaria até Salta, até que nos demos conta de que estavamos em uma autopista, ou seja, quase nada de caminhões e aqueles que passavam não paravam porque é um trajeto de vilas e isso representa um grande risco de assalto. Assim, caminhamos das 10h até as 15:30 até que um caminhão com 38 toneladas de tabaco resolveu fazer a bondade de nos levar até Salta, onde chegamos por volta das 19hrs. O melhor camping de toda viagem, armamos as barracas e fomos ao super comprar uma cerveja Salta negra "muuuuy rica", logo depois chegam nossos coleguinhas com a promessa de carona em um caminhão da Coca até Jujuy no dia seguinte, porém-contudo-todavia, teriamos que acordar antes das 6h da manhã, assim que, nao poderiamos conhecer a cidade de Salta.
Eis que se impõe o primeiro momento conflitivo da viagem: eu queria no mínimo ir tomar café da manhã no Mercado Municipal de Salta e saberia que depois poderiamos conseguir outra carona para seguirmos o trajeto. Mas como estava em minoria tive que aceitar a promessa de que poderiamos conhecer Salta na volta, acordamos cedo e caímos na estrada até Jujuy, onde chegamos antes do meio-dia e pudemos almoçar no Mercado Municipal, lugar de comida boa (12 empanadas de frango + milanesa com arroz, batata e ovo + sopinha de vegetais + picante de frango com arroz + 2 cervejas Norte) e barata (60,00 / 4 = 15,00 por pessoa) resultado: barriga cheia e sorriso no rosto! Nesse dia todos fizeram uma ligaçao, eu liguei pra casa e tentei transparecer toda minha felicidade, do outro lado uma mãe que tentava transparecer tranquilidade. Eu desliguei o telefone e baixei o oculos escuro, paguei os 90 centavos de peso referente ao 1minuto e meio e sai a caminhar por Jujuy, que apesar de capital da provincia, é uma cidade super simples, com grande influencia indigena/boliviana. tem um arquitetura bastante antiga e super simpatica, com ruas estreitas e um transito complicado como quase todas cidades argentinas.
Do centro de San Salvador de Jujuy tomamos um onibus até as Termas de Yala, que nao pudemos conhecer... mas foi aí que ganhamos carona em um carro até Purmamarca.
Purmamarca, taí uma cidadezinha que existe em funçao do Cerro de 7 Colores, super turística, logo, caríssima. Tem uma praça no centro do povoado e ao redor há uma feira de artesanato indígena, e alguns lugares para comer coisas típicas, como locro (comparavel com feijoada) e humitas (comparavel a uma pamonha).
O Cerro de 7 Colores é com certeza uma das paisagens mais inesquecíveis da viagem, lembro que quando começamos a subir me sentia como "afuera" do mundo (quase a mesma sensação de quando estive pertinho das Cataratas do Iguaçú), uma paisagem desértica cheinha de cactus, uma natureza quase intocada com barulho de vento e das nossas risadas, estavamos todos rindo à toa com um sentimento imenso de realização, já que este era um dos lugares que mais tinhamos vontade de conhecer.
Ao anoitecer fomos de ônibus até Tilcara (detalhe que o ônibus quebrou, caminhamos 1 km na ruta, encontrei um gaúcho de Pelotas, esperamos quase 3 horas num frio desértico até que seguimos viagem), chegamos em Tilcara as 22hrs montamos acampamento no pátio de uma casa de família (pessoas super humildes com um coração grandiosíssimo que nos acolheram "muy bien"). Depois da "barraca armada" fomos buscar algo para comer, como o assado de carne de llama custava 50 pesos (20 reais) por pessoa, optamos por um sanduíche de milanesa "riquiiiiiissimo" por 15 pesos!
Depois de barriga cheia, vestir todas as roupas para aguentar dormir em um frio que gelava os ossos!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Santa Fe/Argentina - Villazón/Bolívia 16/04 à 24/04


Na foto: Cindy(MEX), Jesus(MEX), Sergio(COL), eu(BRA) e Manoel(MEX).
Tinha certeza de que minha Páscoa seria em Buenos Aires: passagens compradas, hostel reservado, tudo programado para um roteiro de 4 dias na capital argentina... mas como já dizia a música "todo cambia" e que bom que é assim! Assim, dia 12/04 já tinha uma pulga atrás da orelha sobre qual seria o destino da Pascoa... ou continuava com a viagem a BsAs ou mudava os planos e ia até a Bolivia, numa viagem de 8 dias com barraca e mapa na mao, contando com a ajuda de pessoas dispostas a compartilhar de nossa aventura, com a certeza de que seria diferente de qualquer experiência que já tive...
Aquela semana que antecedia o sábado 16/04 foi de correr atrás das coisas para acampar e poder colocar o pé na estrada. Foi também de noites mal dormidas na incerteza de estar fazendo a escolha correta... de um lado a adrenalina de colocar o pé na incerteza da estrada e de outro o medo de me arrepender. Sempre tive muita vontade de fazer um mochilão, sair meio sem destino e deixando que as circunstacias digam a melhor rota. Confesso que ao mesmo tempo nunca me permiti planejar algo assim, talvez porque nunca antes tive a sorte de uma convergencia de situaçoes assim, prefiro acreditar que tudo na vida tem seu tempo e o que se pode fazer é preparar-se para aproveitar quando a oportunidade bate na porta.

"Todo listo", sabado (16/04) saímos da RAE às 9:00 tomamos um onibus e fomos até a ruta (?) aí nos dividimos em 2 grupos: Cindy-Jesus e eu-Sergio-Manoel. Caminhamos 1 km até que conseguimos carona com uma camioneta que nos levou até Esperanza e aí paramos para conhecer a RAE 2 (Residencia Alumnos Extranjeros), ganhamos bolachas, torradinhas, laranja e suco para a viagem. Voltamos para a estrada e conseguimos carona em outra camioneta até Rafaela, aí paramos para almoçar (atum com biscoito e maionese) e encontramos com Cindy e Jesus, mas logo seguimos nosso trajeto até um posto de gasolina onde o 1º caminhão nos levantou, prometemos a Gustavo mate, buena charla e algo de comer.
Já tinha 2 doses de adrenalina com as camionetas, mas confesso que subir num caminhão foi a certeza de que essa semana seria "inolvidable". Em poucos km já tinhamos muitas histórias e boas risadas, repartimos nossa comida com o porteño Gustavo que repartiu conosco suas vivências. Ao entardecer chegamos ao pedagio de Ceres e armamos acampamento ali mesmo, numa grama recém aparada, para dormir sem banho e comer atum com bolacha e uma maçã.
Nessa 1ª noite Jesus chega ao pedagio também e avisa que Cindy havia desistido da viagem, ou seja, tudo estaria mais dificil agora... Pensei muito em voltar dalí mesmo, mas isso representaria uma super preparação e animação que se reverteria em decepção e frustração. No outro dia de manhã despertamos com um sol que logo se escondeu, busquei agua caliente no pedagio para preparar um mate (um grande atrativo para os caminhoneiros, já que mate tá sempre atrelado a "una buena charla") e aí tava outro ponto confuso da viagem: pessoas me perguntando se eu nao tinha medo de viajar assim a dedo, se conhecia os guris e se meus pais sabiam onde eu andava. Bueno: eu tinha um medinho sim, moro na mesma casa que os guris estranjeiros já quase 2 meses (sei que lá em casa me diriam que a gente nunca conhece 100% uma pessoa, mas de que adianta viver desconfiando?) e por fim, familia tava toda sabendo onde eu ia, mas confesso que nao fui corajosa o suficiente para bater no peito e dizer que iamos de carona sem saber onde passariamos as noites ou talvez preferi falar que iamos de onibus e ficariamos em hostel na tentativa de amenizar a angústia de quem põe a cabeça no travesseiro e reza para que meus dias sejam abençoados...
Com a nova configuração do grupo teriamos que nos dividirmos em duplas para que assim fosse mais facil que alguém parasse para nós. Domingo pela manhã no pedagio de Ceres, eu e Sergio começamos a pedir carona, ele com um cartão escrito Tucuman e sua mochila gigantesca e eu com meu "dedo de carona" e sorriso no rosto.
Aí tá uma coisa que nao posso deixar de falar: conversando com algumas pessoas que me perguntavam: tu nao te sentes como usando da relaçao de gênero que há entre tu mulher na estrada pedindo carona e um camioneiro. E eu respondo que a experiencia dessa semana fez com que eu mudasse de ideia: todas as pessoas que nos levaram sempre tiveram com nós uma relação de respeito. Ouvi buzinas e "tonterías" na estrada, mas pra mim isso era totalmente abstraido quando subiamos em um caminhão e pudiamos falar sobre familia e economia, futebol e cerveja, sobre o clima e sobre logistica.
Na manhã de domingo Cristian nos levantou, um porteño muy buena onda que nao acreditava que estavamos em uma dieta de atum com biscoito e por isso tratou de presentear a nós 4 (sim, ele aceitou levar o quarteto todo) com um almoço de sandwich de milanesas e coca-cola. Fomos com ele até Tucuman, uma cidade grande do jeito que eu nao gosto, cinza, transito maluco, ares de perigo. Ficamos em um camping municipal, enfim teriamos chuveiro (de agua gelada, claro) armamos as barracas, jantamos pao com geleia e alfajor! Tudo bem até que... ratos subindo nas arvores, ou seja, seria uma noite para dormir com um olho aberto e o outro fechado, afinal, tinhamos alguma coisa de comida que poderia ser um atrativo [MEDO mode on]!!!

Agora vou sair aqui para buscar a mãe que tá chegando na rodoviária, hoje mesmo ou amanhã escrevo mais!
Abaixo segue video da musica que estou ouvindo enquanto escrevo... "Tu no puedes comprar las nubes... los colores... mis alegrias...mis dolores"
Tem participaçao especial da Maria Rita cantando em português, linda musica!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

"Quebrada de Humahuaca" - Jujuy, Argentina.

Tengo ganas de mirar a este Cerro con 7 colores distintas, no solo ver una grand ciudad con solo una color gris.

domingo, 10 de abril de 2011

Un mes en Argentina.




Hoje completo 1 mês em terras argentinas, só para não passar em branco essa data, escolho esta foto para dizer que continuo a mesma, sempre diferente... Feliz, aprendendo, fazendo escolhas e descobertas. Saudades? Essa palavra nao existe em espanhol, então, yo extraño a aquellos que quiero mucho.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cordoba y Alta Gracia 23 a 27/03







No dia 24 de março é feriado aqui na Argentina "Dia Nacional da Memória pela Verdade e pela Justiça” em memória do golpe militar que depôs Isabelita Perón, em 1976.
Para aproveitar este feriado fomos conhecer Cordoba, outra província, jeito de cidade grande, museus, festas, igrejas (muuuuuitas igrejas lindas e de várias épocas distintas), alfajores cordobeses, choripan (uma versao mais completa do nosso salchipao brasileiro), empanadas (quase um pastelzinho de forno).
Viajamos em 30 pessoas e isso foi bom e ruim: demoramos muito tempo para organizar a viagem, conseguir passagens e hostel para tanta gente, mas... é sempre muito divertido sair com um grupo tão grande e diferente.
A melhor parte de ter ido a Cordoba foi conhecer uma vila perto da capital: Alta Gracia. 45 mil habitantes, toda cheia de charme com casas antigas muito bem conservadas, clima de montanha. Lembra muito Ivoti, nada muito cheio de atrações turisticas, mas que vale a pena sentar num banco e ficar sentindo o clima e observando os detalhes das ruas (quase nada de asfalto e muito calçamento daqueles antigos e bonitinhos, sabe?)
Ernesto Che Guevara viveu boa parte de sua infancia em Alta Gracia, assim, há um museu em sua memória, com alguns objetos que recontam sua história.
Outra experiência legal foi estar pela 1ª vez em um hostelhttp://www.legrandhostel.com/ e tenho que dizer que hotel é uma coisinha bem sem graça né? Não estou falando da comodidade de um quarto proprio e principalmente de um banheiro proprio e cheirosinho, mas sim da parte de sentir-se confortavel, sem precisar pensar em uma roupa para aparecer no café da manhã. Conhecemos argentinos, suiço e israelense, que acabaram fazendo parte dos nossos dias.
Enfim, foi a primeira viagem aqui na Argentina e isso só faz pensar como o Pequeno Principe "Mas eu não tenho muito tempo... Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer".




quarta-feira, 6 de abril de 2011

Algumas fotos





Hola cariños!!!

Aí estao algumas fotos daqui...
Fizemos um passeio de boas vindas com a faculdade em um barco e pudemos conhecer um pouco da natureza e da importancia do Rio.
Há fotos também da casa, lembro que agora sim estamos completos, em 35 hemanos!!! Sempre que saímos é um carnaval, cuidar para nao esquecer ninguem, fazer reservas pq sao muitas pessoas...
Já lavei roupas e fiz comida, mas tem um restaurante arabe pertinho aqui que sai mais barato que cozinhar hehehe, a carne aqui é mais barato que no RS, algo como 18 reais o peito de frango e 25 reais uma carne de boi limpinha...
Hoje fui a minha primeira aula e nao tive problemas em compreender minha professora (estava com medo de ter que gravar tudo para depois ouvir tudo de novo em casa!!! hehehhe)
Temos algo como um clube no campus da faculdade, onde podemos fazer esportes ou só "lagartear" no sol e na piscina...
Já fomos em algumas festas aqui, tenho aprendido a bailar salsa, cumbia reggaeton e todos outros ritmos latinos hehehehheeh

Quero noticias de todos aí!
Besitos

Chegada a Santa Fé

Holla carinõs!

Aos poucos vou colocando tudo em ordem aqui e posso escrever mais para contar sobre minhas aventuras em Santa Fé, que é capital da provincia que leva o mesmo nome.
Sai do Brasil na quarta dia 9/03 e cheguei em Buenos Aires as 15:15, entao tomei outro onibus e cheguei em Santa Fé as 21:00 de 10/03.
A mae veio comigo para me ajudar com os procedimentos de adaptaçao... e tambem para passear um pouquinho!

A cidade é bem grande, tem um comercio bastante desenvolvido, muitas atraçoes culturais e o melhor de tudo é muito tranquila, Assim, podemos caminhar pela noite sem maiores problemas se estamos com alguns amigos.

E companhia para andar nao falta!!! Somos em 35 pessoas vivendo em uma residencia da Universidade destinada aos alunos estrangeiros, os brasileiros sao maioria, mas há tambem 1 suiço, chilenos, mexicanos, 1 colombiano, 2 uruguaias. É realmente como um BBB, mas nao temos lideres, nem temos que escolher alguem para sair da casa e permaneceremos juntos até julho... Ou até que alguém quebre os pratos!

A casa tem 2 cozinhas, onde dividimos 5 geladeiras e todo o restante do aparato. Temos alguns banheiros e temos lavanderia onde se pode ver as maneiras mais bizarras de lavar roupas e tambem de manchar elas, rasgar, queimar...

Hoje tivemos a apresentaçao da UNL aos alunos estrangeiros e por isso, falei em 2 radios locais e para uma TV tambem hehehe

Para resumir, está sendo muito rico conhecer tudo, conviver e tambem compartilhar as coisas que vivemos, que sabemos, que queremos aprender...

Besitos