domingo, 26 de junho de 2011

PARABÉNS pelo teu aniversario, minha amada mana gatinha!!!
Sei que domingo passado foi aniver da mae e nao vim postar aqui... mas mae é sempre mae, ama a gente sempre, mesmo com altos e baixos... Mas é que a Dani é diferente, passei o dia pensando no quanto eu sou feliz de ter essa relaçao tao presente com meus irmaos! E fiquei morrendo de vontade de abraçar ela muuuuuuuito forte e fazer aquela caretinha de gatinhas! hehhehe
Tá certo que nossa sintonia nem sempre foi muito estavel, ela a puxar minha orelha e eu sempre buscando uma referencia nela, afinal... essa guria tem inumeros motivos pra ter toda minha admiraçao! Uma profissional incrivel, que a cada dia se torna mais perfeita no que faz, uma irma amavel que sempre tem um conselho certinho pro que a gente precisa...
Te amo muito, maninha!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Santa Fe - Rosario - Porto Alegre - Portão

"Tô voltando pra ficar...é aqui a minha terra, é aqui a minha vida, é aqui o meu lugar!"
Assim canta a musica gauchesca, que fala do gaucho que nao pode viver em outro lugar e que fica muito feliz em voltar pra sua casa e encontrar aquilo que lhe é proprio!
De verdade que me alegro muito em voltar e reencontrar minha familia, meus irmaos com seus ares de reprovaçao e de alegria, meus pais so sorrisos querendo fazer competiçao de quem cozinha melhor e minha vó sempre preocupada com minha magreza (aos 92 anos ja se nao se vê tao bem...)
É bom ver meus cachorros e comer bergamota no sol! Fazer as unhas e tomar chimas com pinhao!
Mas bem no fundo... me custou muito sair da minha vidinha argentina pra vir para cá! Caminhando por Santa Fe na terça pensava comigo mesma: quando venho morar aqui? Depois da faculdade? Pra fazer um mestrado? Nao sei... mas sei que tudo lá me encanta, de um jeito que nunca nenhum outro lugar me encantou...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Crise dos 2 meses de intercambio!

ATENÇÃO: Pra ler o post abaixo tem que ouvir esta musica... depois ler o poema do Quintana.

A verdadeira arte de viajar.

A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!
M. Quintana

Prometo que amanhã vou sair assim... que vou fazer um caminho diferente! Nao vou ir mais todos os dias pela Peatonal a ver sempre as mesmas vitrines... quero perderme nas ruas de Santa Fe, viver mais essa experiencia aqui, pra depois sentir saudades de cada um desses cantinhos argentinos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Santa Fe/Argentina - Villazón/Bolívia 16/04 à 24/04 - parte IV









Batman, a veces necesario!
Adrián en uma parada pra Coca, mate e tortilla!
Porco selvagem no restaurante!

Viernes Santo, 22/04/2010, desarmamos acampamento e sem nada para tomar café, voltamos a falar com a policia camionera para ver se podiam nos ajudar a conseguir alguem que nos levasse. Com a policia nao conseguimos nada entao fomos em direçao a ruta, onde caminhamos (e nunca tinha visto tanto grilo na minha vida) das 11h até 13h, quando depois de muito pedir, uma camioneta com um boliviano parou para nos levar. Era sexta-feira santa, assim que, quase não havia caminhoneiros e os carros familiares estavam todos cheios de gente.
Aqui foi um momento bem tenso, quando abrimos a porta da camioneta o motorista era exatamente a descriçao que os guris sempre faziam para me assustar quando eu tava braba: uma barriga imensa com a camisa aberta, com uma bochecha inchada de coquear e ainda por fim uma Quilmes na mão e um espanhol impossivel de entender, nao sei se era pela folha de coca, pela cerveja ou pelo sotaque boliviano... ah e detalhe dentes de prata! Fiz questao de ir no banco de trás e assim, não tinha que conversar, no máximo ria quando todos riam hehehehhe... Nos contou mil historias de seus negocios nao muito licitos e da sua familia e por fim quando nos despedimos, nos deu 10 pesos para uma gaseosa!!!
Fomos com o boliviano até Guemes e daí ganhamos outra carona até Salta, assim entao pudemos conhecer a cidade, que é linda, parece ser toda planejada, limpa organizada e cheinha de turistas!!! É Uma pena que quando chegamos o mercado municipal já estava fechado, almoçamos pizza de queijo e papas fritas e depois fomos pra praça comprar pão e alfajor pra levar junto...
Vou lembrar desse almoço por muito tempo... talvez porque não abri mão de que não se pode comer carne na sexta-feira santa e além disso fiz outra pessoa entender essa minha necessidade. A sobremesa foi "una buena charla" que me fez pensar muito, sobre muitas coisas... talvez esse tenha sido um momento de passar a limpo algumas coisas da viagem e alguns reflexos que estes dias vao ter na minha vida... Penso que vou fazer uma lista de 10 coisas que essa viagem mudou na minha vida!
Nesse ponto da viagem o dinheiro já tava preocupando porque nao sabiamos quanto tempo levariamos para voltar... Fomos a uma gasolinera pedir carona para voltar para ruta e assim poder pedir carona para o sul, conseguimos uma camioneta que estava esperando uns familiares para sair e assim, tivemos um tempo parado no posto, tempo suficiente para uma super vivencia... Há algumas horas estavamos pensando em uma maneira de conseguir mais dinheiro, e agora eu não tinha palavras pra agradecer a ajuda de uma pessoa que nao sei o nome, mas sei que tem um coraçao gigantesco, do qual eu espero nunca esquecer!!! Um lição pra mim, duas liçoes pro meu amigo. Nos abraçamos e eu nao pude conter a emoçao... e até hoje me emociono quando lembro desse momento.
Fomos de carona até um pedagio e daí seguimos com um policial da Aeronautica até um posto de gasolina, esse era maior e com muito mais chance de que alguem nos levasse, já que já estavamos assim na ruta e era um ponto de descanso de muitos caminhoneiros, mas... quem tem boca vai a Roma e assim fui conversar com um senhor que estava lendo jornal em um banco no estacionamento do posto. Com um sotaque estanho ao pronunciar o Z e C... siiim um espanhol! heheh Dono de uma fica aqui na Argentina, mas que trabalha como advogado na Espanha e vem pra cá ver a namorada e descansar, conhece quase o mundo todo através da caça... tipinho bem distinto hein?! hahahah Bueno, o que importa é que nos convidaria para ficar na sua fazenda se não estivesse esperando hospedes, mesmo assim, nos levou até o pedagio de Cabeza de Buey, assim, sem cobrar nada, só pelo gosto de conversar...
Chegando no pedagio ainda tentamos alguma carona que nos levasse mais ao sul, mas para uma sexta-feira santa, ja estavamos bem contentes com o trajeto que avançamos, apesar de que tenha sido um pouco em circulos... No pedagio, uma recepçao incrivel, acesso a cozinha, aos pratos e talheres, agua limpa e a cia de uma gata que nos ajudou a comer nossas "rrrrriiiiiiiiiiicas" anchovetas compradas na Bolivia (eita integraçao desse Mercosul hein: Brasil e Colombia na Argentina, comendo comida do Peru, comprada na Bolivia).
Armamos nosso acampamento numa grama fofa, chovia um pouco e sabiamos que já estavamos no caminho de casa, pois já haviam muuuuuitos mosquitos! Apesar do barulho de freadas e de aceleração dos carros que chegam e saem, os pedagios foram bons lugares para acampar, sempre com uma acolhida muito simpatica, me sentia segura alí.
Sabado, 23 de abril de 2010, despertamos com a barraca muito molhada, assim que ajeitamos tudo mas deixamos ela armada até que saisse o sol para secar e assim podermos guardar ela sem que fosse mofar. Fiz um chimarrao e guardamos tudo, nesse dia so tinha um resto de pão doce pro café da manhã.
Mochila nas costas, começamos a pedir carona... quando eu via que já tinha mais gente no caminhão nem fazia sinal, pq dificilmente levaria mais alguem junto. Assim, vinha um caminhao já com caroneiros, nao fiz sinal e mesmo assim foi aquela buzina, fiquei braba, pq afinal de contas se nao vai levar pra que buzinar... eis que o caminhao para logo depois do pedagio e quem desce? Siiim os 2 mexicanos que tiveram que passar a noite na Bolivia pelo tema do visto.
Nao acreditamos que estavamos mais uma vez juntos, unidos pelo acaso da estrada...
Assim, fizemos uma viagem de 16 horas com Adrian, desde as 10 da manhã ate as 2 da madrugada, em Rafaela.
Almoçamos em um restaurante suuuuuper simples pertinho de Tucuman (com direito a chao de barro e porco selvage vindo pedir carinho em baixo da mesa!), comi asado de novilha e os guris comeram o prato de caminhoneiro "el estofado" uma mistura de tudo quanto é tipo de carne (eu só provei lingua e sabe que ate que tava bem gostosa mesmo)... compramos um pao caseiro e pé na estrada!
Foi o caminhoneiro com o qual viajamos por mais tempo e tambem por ser o ultimo dia de viagem, tinhamos muuuuitas historias para compartilhar, assim que, nos divertimos muito relembrando dos "melhores momentos"! Ao final já estavamos chamando o caminhoneiro de papi Adrian, que em toda gasolineira parava a comprar Coca para os guris e pra eu fazer mate! Tive clases de assobio, mas todavia, nao sei assobiar =/
Adrian queria nos levar ate a porta da RAE, mas nao podia desviar seu caminho pq o caminhao tinha rastreamento, assim, descemos em frente a rodoviaria de Rafaela, comendo um claaaassico sanduiche de milanesa enquanto esperavamos pelo 1º onibus a Santa Fe! Os guris foram correndo comprar as passagens quando abriu o terminal, ate que a Dona Heloisa chegou para instalar a 2ª peleia da viagem! Nao ganhamos desconto de estudante nas passagens, assim, teriamos que pagar 30 pesos!!!! E se até agora tinhamos vindo a dedo, pois que seguissemos assim, e por isso os guris tiveram que cancelar a compra... e eu dizendo que ia sozinha pedir carona caso eles comprassem... hehehehe
Resultado: armar acampamento as 4:45 da madrugada no estacionamento do terminal de Rafaela num frio de congelar!
Bom dia coelho da Pascoa??? Que nadaaa, domingo de Pascoa com um sol liiindo e acordar com um estacionamento cheio de gente olhando pro nosso acampamento! Barracas secas, guardamos tudo e fomos procurar uma padaria pra poder tomar café. Assim, compramos rosca de Pascoa e suco e fomos desayunar na Praça 9 de Julio e dai seguimos para pedir uma carona...
De Rafaela fomos até Esperanza e paramos para um mate na RAE 2, foi muuuuuito divertido encontrar com a Brunna que eh da veterinaria/UFRGS e nao conseguir falar portugues, assim tomamos um mate e aí pude voltar a pensar no bom e velho portugues! Até chegar em Santa Fe foi dificil, caminhamos muuuuito e aí ta uma parte divertida: acabei discutindo com os guris em funçao do stress de nao ter carona e propus que o Sergio trocasse o mochilao pela minha mochilinha, eles acharam que era piada... resultado: carreguei ate o fim da viagem traaaaanqui! hehe
Fomos até Santa Fe de carona na camioneta de uma familia que levava até o louro pra passar a Pascoa na casa da avó!
Foi um pouco tenso passar pelas casas e ver as familias almoçando juntas e sabendo que a minha familia tambem tava toda reunida comendo aqueeeele churras e eu ali, sem almoçar, sem ninho de Pascoa!
Chegando na RAE, uma foto pra comprovar que tinhamos chegado inteiros, apesar de quase negros de tanto tomar sol! Sensaçao estranha de chegar, muuuuito cansada e ao mesmo tempo em extase por pensar em tudo que havia acontecido naqueles "inolvidables" 8 dias em que estivemos na estrada.
Largamos as mochilas, fizemos um par de coisas e como se tivessemos criado uma relaçao de dependencia, voltamos a nos encontrar para saber o que comeriamos, assim, saimos pra comer aquele classico sanduiche de milanesa e depois matar a saudade do helado Grido!
Depois disso, ligar para casa, lavar roupa, colocar tudo em ordem, ou nao! Bueno todavia algumas coisas seguem fora de seu compasso normal... Só sei que nao vejo a hora de voltar a sentir aquela injeçao de adrenalina!

Terminando de descrever essa aventura, sentada no café do aeroporto de Rosario, esperando meu voo para POA e ouvindo essa musica...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Santa Fe/Argentina - Villazón/Bolívia 16/04 à 24/04 - parte III

Bienvenidos....
Las mismas colores de Rio Grande del Sur
Nacionalismo
Rumo a " La Garganta del Diablo"

Ruta Quebrada de Humahuaca, sentido sur e adiós Tilcara...
Pukara de Tilcara
Quebrada de Humahuaca
Camino para La Garganta del Diablo
Quarta-feira, 20 de abril, dia de "La Virgen de Copacabana de Punta Corral", assistimos a maior expressão de fé da Quebrada de Humahuaca. O amanhecer foi uma surpresa, acordamos em meio a um deserto imenso em um dia lindo de sol, banho quentinho com agua aquecida a lenha (um luxo pra quem já tava se acostumando com banho gelado). Deixamos o acampamento armado e fomos ao Mercado Municipal de Tilcara, com carne crua, bolos, asado de llama e artesanato, comemos um espetinho de frango e algumas empanadas para aguentar a caminhada hasta "La Garganta del Diablo" e aí nos juntamos às pessoas que estavam indo buscar a imagem da virgem no alto da montanha. Turistas, tilcareños, muita música (70 bandas de toda região vão buscar a virgem) e até um guri com camiseta do Grêmio!
Seguimos o curso do rio (que nessa época tá quase seco) para chegar até a cascata, caminhamos 2 horas, mas pelo fato de estarmos subindo e caminhando sobre pedras, o cansaço era de um dia inteiro de caminhada. Escorreguei algumas vezes, caí 1 vez e bati minha térmica =/ A cascata tinha pouca água, mesmo assim, foi maravilhoso chegar nela e estar rodeada por montanha e silêncio, além de ver a força com que a agua vem esculpindo as rochas, fazendo um tunel para a cascata descer.
Voltamos pelo mesmo caminho e como diz o ditado "pra descer todo santo ajuda" assim que, voltamos mais rapido e fomos até as Ruinas de Pukara, lembrei tanto das aulas de arqueologia e confesso que despertou uma vontade imensa de seguir nessa area, mas bueno, isso já é ooooutro assunto... As construçoes indigenas estao em perfeito estado e nunca tinha visto tanto cactus na minha vida, todos gigantescos!!! Um cenario bem tipico dos desenhos do Papa Leguas (bip bip) Do ponto mais alto do cerro era possivel ver uma boa parte do que é a Quebrada de Humahuaca, uma fusao incrivel de cores, de deserto e de verde.
Voltamos para desarmar o acampamento e cair na estrada antes que a noite e o frio desértico chegasse, conseguimos carona para 2 em um carro de francesas e seguimos na ruta para conseguirmos alguém que nos levasse também, mas de noite tudo complica, assim que, tivemos que ir a um posto de gasolina para pedir carona.
Conseguimos ir até Humahuaca com um indigena da etnia Coya, que nos propos que se nao tivessemos onde dormir, ele iria dar algumas voltas e poderia voltar para nos buscar para passarmos a noite na casa da familia dele... inesquecivel esse encontro com pessoas de coraçao tao grande!!!
De Humahuaca resolvemos seguir em onibus até La Quiaca, pq já era quarta-feira e tinhamos que chegar rápido até a fronteira. Chegamos em La Quiaca com temperatura negativa, pq parecia que ia congelar cada osso, cidade de fronteira, as 2h da manhã, confesso que senti muito medo... mas ao mesmo tempo sabia que nada podia dar errado.
Quinta-feira de manhã, La Quiaca agora vista com luz, me pareceu muito mais tranquila, uma cidade simples de pessoas humildes. Aqui já se podia ver muuuito da cultura boliviana, inclusive algumas cholas, que são as típicas mulheres campesinas bolivianas, com suas longas tranças, saias rodadas e carregando fardos imensos envoltos por aqueles tecidos coloridos.
O café da manhã foi um banquete de facturas suuuper gostosas, saimos para conhecer o mercado central e a feira de hortifruti e daí já seguimos para a fronteira da cidade com a Bolivia.
Coisa boa cruzar a fronteira de um país, carimbar o passaporte e sentir a sensação de ter conquistado um pouco mais desse mundo gigante, que por vezes parece ser tão pequeno! Engraçado é que a gente pensa que muda o país mudam as pessoas e toda a paisagem... e no caso da Bolívia é exatamente assim!!! Villazón que é a cidade da Bolivia lindeira em relaçao à Argentina, parece um pouco com Ciudad del Leste, comércio intenso, contrabando tenso!
O nacionalismo boliviano é algo que salta aos olhos e sobretudo o orgulho dos bolivianos em terem um presidente indigena, e assim, quem nos dá a "bienvenida" na aduana é uma foto dele mesmo: Juan Evo Morales Aima.
Suco de pomelo por 1 real na rua, super almoço com carne e cerveja Paceña no Mercado Central por 10 reais, vantagens do cambio e proveito que se tira de estar em um lugar tão humilde.
Queria ter tirado fotos nas ruas, mas me passa nessas situações uma impossibilidade de tirar fotos. Como que não me permito fotografar as pessoas em sua rotina, penso que essa ação é futilidade demais frente a situaçao das pessoas. Fotografar o que? As pessoas trabalhando, pedindo dinheiro, enquanto eu disfrutava do prazer de fotos... Fotografar pra que? Pra dizer que eu estive alí e de como minha situação de vida é diferente... Não sei se é exatamente por isso que não consigo tirar fotos dessas situações, mas me parece como se eu tivesse fazendo daquela vivência, uma disney....
Comprei uma manta aguaya, uma ruana de lão de alpaca e um tenis (liiiiiiiiiindo) de aguayo! Queria ter comprado muuuuita coisa, mas aí tá o problema do mochilão, pouco espaço e quanto mais coisas, mais pesado fica...
Nos despedimos da Bolívia e aí começamos o caminho de regresso (embora tivessemos muuuuita vontade de avançar) e como sempre, muuuuuita sorte.... assim que chegamos na estrada já conseguimos carona eassim pudemos voltar até Perico, uma cidadezinha bem perto de Salta!!! Conhecer Salta tinha sido promessa pra eu deixar de fazer birra quando saimos de lá sem conhecer...
Chegando em Perico, fomos em busca de algum lugar para ficar e aí que a policia camionera junto com seu cachorrinho nos acolheu suuuper bem e nos levaram até um clube onde pudemos armar um acamapamento seguro, com agua quente e uma grama fofa que beirava a maciez de um colchao! Pra jantar: chimarrao e pepas (biscoito com goiabada)!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Santa Fe/Argentina - Villazón/Bolívia 16/04 à 24/04 - parte II

Purmamarca
Purmamarca
Purmamarca

Cerro de 7 Colores - Purmamarca
Ruta em Tucuman
Deus ajuda a quem cedo madruga! Assim começamos cedo a segunda-feira 18/04, depois de um banho gelado com os pés protegidos da sujeira do chão por sacola plastica [momento difícil], seguimos até a ruta que nos levaria até Salta, até que nos demos conta de que estavamos em uma autopista, ou seja, quase nada de caminhões e aqueles que passavam não paravam porque é um trajeto de vilas e isso representa um grande risco de assalto. Assim, caminhamos das 10h até as 15:30 até que um caminhão com 38 toneladas de tabaco resolveu fazer a bondade de nos levar até Salta, onde chegamos por volta das 19hrs. O melhor camping de toda viagem, armamos as barracas e fomos ao super comprar uma cerveja Salta negra "muuuuy rica", logo depois chegam nossos coleguinhas com a promessa de carona em um caminhão da Coca até Jujuy no dia seguinte, porém-contudo-todavia, teriamos que acordar antes das 6h da manhã, assim que, nao poderiamos conhecer a cidade de Salta.
Eis que se impõe o primeiro momento conflitivo da viagem: eu queria no mínimo ir tomar café da manhã no Mercado Municipal de Salta e saberia que depois poderiamos conseguir outra carona para seguirmos o trajeto. Mas como estava em minoria tive que aceitar a promessa de que poderiamos conhecer Salta na volta, acordamos cedo e caímos na estrada até Jujuy, onde chegamos antes do meio-dia e pudemos almoçar no Mercado Municipal, lugar de comida boa (12 empanadas de frango + milanesa com arroz, batata e ovo + sopinha de vegetais + picante de frango com arroz + 2 cervejas Norte) e barata (60,00 / 4 = 15,00 por pessoa) resultado: barriga cheia e sorriso no rosto! Nesse dia todos fizeram uma ligaçao, eu liguei pra casa e tentei transparecer toda minha felicidade, do outro lado uma mãe que tentava transparecer tranquilidade. Eu desliguei o telefone e baixei o oculos escuro, paguei os 90 centavos de peso referente ao 1minuto e meio e sai a caminhar por Jujuy, que apesar de capital da provincia, é uma cidade super simples, com grande influencia indigena/boliviana. tem um arquitetura bastante antiga e super simpatica, com ruas estreitas e um transito complicado como quase todas cidades argentinas.
Do centro de San Salvador de Jujuy tomamos um onibus até as Termas de Yala, que nao pudemos conhecer... mas foi aí que ganhamos carona em um carro até Purmamarca.
Purmamarca, taí uma cidadezinha que existe em funçao do Cerro de 7 Colores, super turística, logo, caríssima. Tem uma praça no centro do povoado e ao redor há uma feira de artesanato indígena, e alguns lugares para comer coisas típicas, como locro (comparavel com feijoada) e humitas (comparavel a uma pamonha).
O Cerro de 7 Colores é com certeza uma das paisagens mais inesquecíveis da viagem, lembro que quando começamos a subir me sentia como "afuera" do mundo (quase a mesma sensação de quando estive pertinho das Cataratas do Iguaçú), uma paisagem desértica cheinha de cactus, uma natureza quase intocada com barulho de vento e das nossas risadas, estavamos todos rindo à toa com um sentimento imenso de realização, já que este era um dos lugares que mais tinhamos vontade de conhecer.
Ao anoitecer fomos de ônibus até Tilcara (detalhe que o ônibus quebrou, caminhamos 1 km na ruta, encontrei um gaúcho de Pelotas, esperamos quase 3 horas num frio desértico até que seguimos viagem), chegamos em Tilcara as 22hrs montamos acampamento no pátio de uma casa de família (pessoas super humildes com um coração grandiosíssimo que nos acolheram "muy bien"). Depois da "barraca armada" fomos buscar algo para comer, como o assado de carne de llama custava 50 pesos (20 reais) por pessoa, optamos por um sanduíche de milanesa "riquiiiiiissimo" por 15 pesos!
Depois de barriga cheia, vestir todas as roupas para aguentar dormir em um frio que gelava os ossos!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Santa Fe/Argentina - Villazón/Bolívia 16/04 à 24/04


Na foto: Cindy(MEX), Jesus(MEX), Sergio(COL), eu(BRA) e Manoel(MEX).
Tinha certeza de que minha Páscoa seria em Buenos Aires: passagens compradas, hostel reservado, tudo programado para um roteiro de 4 dias na capital argentina... mas como já dizia a música "todo cambia" e que bom que é assim! Assim, dia 12/04 já tinha uma pulga atrás da orelha sobre qual seria o destino da Pascoa... ou continuava com a viagem a BsAs ou mudava os planos e ia até a Bolivia, numa viagem de 8 dias com barraca e mapa na mao, contando com a ajuda de pessoas dispostas a compartilhar de nossa aventura, com a certeza de que seria diferente de qualquer experiência que já tive...
Aquela semana que antecedia o sábado 16/04 foi de correr atrás das coisas para acampar e poder colocar o pé na estrada. Foi também de noites mal dormidas na incerteza de estar fazendo a escolha correta... de um lado a adrenalina de colocar o pé na incerteza da estrada e de outro o medo de me arrepender. Sempre tive muita vontade de fazer um mochilão, sair meio sem destino e deixando que as circunstacias digam a melhor rota. Confesso que ao mesmo tempo nunca me permiti planejar algo assim, talvez porque nunca antes tive a sorte de uma convergencia de situaçoes assim, prefiro acreditar que tudo na vida tem seu tempo e o que se pode fazer é preparar-se para aproveitar quando a oportunidade bate na porta.

"Todo listo", sabado (16/04) saímos da RAE às 9:00 tomamos um onibus e fomos até a ruta (?) aí nos dividimos em 2 grupos: Cindy-Jesus e eu-Sergio-Manoel. Caminhamos 1 km até que conseguimos carona com uma camioneta que nos levou até Esperanza e aí paramos para conhecer a RAE 2 (Residencia Alumnos Extranjeros), ganhamos bolachas, torradinhas, laranja e suco para a viagem. Voltamos para a estrada e conseguimos carona em outra camioneta até Rafaela, aí paramos para almoçar (atum com biscoito e maionese) e encontramos com Cindy e Jesus, mas logo seguimos nosso trajeto até um posto de gasolina onde o 1º caminhão nos levantou, prometemos a Gustavo mate, buena charla e algo de comer.
Já tinha 2 doses de adrenalina com as camionetas, mas confesso que subir num caminhão foi a certeza de que essa semana seria "inolvidable". Em poucos km já tinhamos muitas histórias e boas risadas, repartimos nossa comida com o porteño Gustavo que repartiu conosco suas vivências. Ao entardecer chegamos ao pedagio de Ceres e armamos acampamento ali mesmo, numa grama recém aparada, para dormir sem banho e comer atum com bolacha e uma maçã.
Nessa 1ª noite Jesus chega ao pedagio também e avisa que Cindy havia desistido da viagem, ou seja, tudo estaria mais dificil agora... Pensei muito em voltar dalí mesmo, mas isso representaria uma super preparação e animação que se reverteria em decepção e frustração. No outro dia de manhã despertamos com um sol que logo se escondeu, busquei agua caliente no pedagio para preparar um mate (um grande atrativo para os caminhoneiros, já que mate tá sempre atrelado a "una buena charla") e aí tava outro ponto confuso da viagem: pessoas me perguntando se eu nao tinha medo de viajar assim a dedo, se conhecia os guris e se meus pais sabiam onde eu andava. Bueno: eu tinha um medinho sim, moro na mesma casa que os guris estranjeiros já quase 2 meses (sei que lá em casa me diriam que a gente nunca conhece 100% uma pessoa, mas de que adianta viver desconfiando?) e por fim, familia tava toda sabendo onde eu ia, mas confesso que nao fui corajosa o suficiente para bater no peito e dizer que iamos de carona sem saber onde passariamos as noites ou talvez preferi falar que iamos de onibus e ficariamos em hostel na tentativa de amenizar a angústia de quem põe a cabeça no travesseiro e reza para que meus dias sejam abençoados...
Com a nova configuração do grupo teriamos que nos dividirmos em duplas para que assim fosse mais facil que alguém parasse para nós. Domingo pela manhã no pedagio de Ceres, eu e Sergio começamos a pedir carona, ele com um cartão escrito Tucuman e sua mochila gigantesca e eu com meu "dedo de carona" e sorriso no rosto.
Aí tá uma coisa que nao posso deixar de falar: conversando com algumas pessoas que me perguntavam: tu nao te sentes como usando da relaçao de gênero que há entre tu mulher na estrada pedindo carona e um camioneiro. E eu respondo que a experiencia dessa semana fez com que eu mudasse de ideia: todas as pessoas que nos levaram sempre tiveram com nós uma relação de respeito. Ouvi buzinas e "tonterías" na estrada, mas pra mim isso era totalmente abstraido quando subiamos em um caminhão e pudiamos falar sobre familia e economia, futebol e cerveja, sobre o clima e sobre logistica.
Na manhã de domingo Cristian nos levantou, um porteño muy buena onda que nao acreditava que estavamos em uma dieta de atum com biscoito e por isso tratou de presentear a nós 4 (sim, ele aceitou levar o quarteto todo) com um almoço de sandwich de milanesas e coca-cola. Fomos com ele até Tucuman, uma cidade grande do jeito que eu nao gosto, cinza, transito maluco, ares de perigo. Ficamos em um camping municipal, enfim teriamos chuveiro (de agua gelada, claro) armamos as barracas, jantamos pao com geleia e alfajor! Tudo bem até que... ratos subindo nas arvores, ou seja, seria uma noite para dormir com um olho aberto e o outro fechado, afinal, tinhamos alguma coisa de comida que poderia ser um atrativo [MEDO mode on]!!!

Agora vou sair aqui para buscar a mãe que tá chegando na rodoviária, hoje mesmo ou amanhã escrevo mais!
Abaixo segue video da musica que estou ouvindo enquanto escrevo... "Tu no puedes comprar las nubes... los colores... mis alegrias...mis dolores"
Tem participaçao especial da Maria Rita cantando em português, linda musica!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

"Quebrada de Humahuaca" - Jujuy, Argentina.

Tengo ganas de mirar a este Cerro con 7 colores distintas, no solo ver una grand ciudad con solo una color gris.

domingo, 10 de abril de 2011

Un mes en Argentina.




Hoje completo 1 mês em terras argentinas, só para não passar em branco essa data, escolho esta foto para dizer que continuo a mesma, sempre diferente... Feliz, aprendendo, fazendo escolhas e descobertas. Saudades? Essa palavra nao existe em espanhol, então, yo extraño a aquellos que quiero mucho.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cordoba y Alta Gracia 23 a 27/03







No dia 24 de março é feriado aqui na Argentina "Dia Nacional da Memória pela Verdade e pela Justiça” em memória do golpe militar que depôs Isabelita Perón, em 1976.
Para aproveitar este feriado fomos conhecer Cordoba, outra província, jeito de cidade grande, museus, festas, igrejas (muuuuuitas igrejas lindas e de várias épocas distintas), alfajores cordobeses, choripan (uma versao mais completa do nosso salchipao brasileiro), empanadas (quase um pastelzinho de forno).
Viajamos em 30 pessoas e isso foi bom e ruim: demoramos muito tempo para organizar a viagem, conseguir passagens e hostel para tanta gente, mas... é sempre muito divertido sair com um grupo tão grande e diferente.
A melhor parte de ter ido a Cordoba foi conhecer uma vila perto da capital: Alta Gracia. 45 mil habitantes, toda cheia de charme com casas antigas muito bem conservadas, clima de montanha. Lembra muito Ivoti, nada muito cheio de atrações turisticas, mas que vale a pena sentar num banco e ficar sentindo o clima e observando os detalhes das ruas (quase nada de asfalto e muito calçamento daqueles antigos e bonitinhos, sabe?)
Ernesto Che Guevara viveu boa parte de sua infancia em Alta Gracia, assim, há um museu em sua memória, com alguns objetos que recontam sua história.
Outra experiência legal foi estar pela 1ª vez em um hostelhttp://www.legrandhostel.com/ e tenho que dizer que hotel é uma coisinha bem sem graça né? Não estou falando da comodidade de um quarto proprio e principalmente de um banheiro proprio e cheirosinho, mas sim da parte de sentir-se confortavel, sem precisar pensar em uma roupa para aparecer no café da manhã. Conhecemos argentinos, suiço e israelense, que acabaram fazendo parte dos nossos dias.
Enfim, foi a primeira viagem aqui na Argentina e isso só faz pensar como o Pequeno Principe "Mas eu não tenho muito tempo... Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer".




quarta-feira, 6 de abril de 2011

Algumas fotos





Hola cariños!!!

Aí estao algumas fotos daqui...
Fizemos um passeio de boas vindas com a faculdade em um barco e pudemos conhecer um pouco da natureza e da importancia do Rio.
Há fotos também da casa, lembro que agora sim estamos completos, em 35 hemanos!!! Sempre que saímos é um carnaval, cuidar para nao esquecer ninguem, fazer reservas pq sao muitas pessoas...
Já lavei roupas e fiz comida, mas tem um restaurante arabe pertinho aqui que sai mais barato que cozinhar hehehe, a carne aqui é mais barato que no RS, algo como 18 reais o peito de frango e 25 reais uma carne de boi limpinha...
Hoje fui a minha primeira aula e nao tive problemas em compreender minha professora (estava com medo de ter que gravar tudo para depois ouvir tudo de novo em casa!!! hehehhe)
Temos algo como um clube no campus da faculdade, onde podemos fazer esportes ou só "lagartear" no sol e na piscina...
Já fomos em algumas festas aqui, tenho aprendido a bailar salsa, cumbia reggaeton e todos outros ritmos latinos hehehehheeh

Quero noticias de todos aí!
Besitos

Chegada a Santa Fé

Holla carinõs!

Aos poucos vou colocando tudo em ordem aqui e posso escrever mais para contar sobre minhas aventuras em Santa Fé, que é capital da provincia que leva o mesmo nome.
Sai do Brasil na quarta dia 9/03 e cheguei em Buenos Aires as 15:15, entao tomei outro onibus e cheguei em Santa Fé as 21:00 de 10/03.
A mae veio comigo para me ajudar com os procedimentos de adaptaçao... e tambem para passear um pouquinho!

A cidade é bem grande, tem um comercio bastante desenvolvido, muitas atraçoes culturais e o melhor de tudo é muito tranquila, Assim, podemos caminhar pela noite sem maiores problemas se estamos com alguns amigos.

E companhia para andar nao falta!!! Somos em 35 pessoas vivendo em uma residencia da Universidade destinada aos alunos estrangeiros, os brasileiros sao maioria, mas há tambem 1 suiço, chilenos, mexicanos, 1 colombiano, 2 uruguaias. É realmente como um BBB, mas nao temos lideres, nem temos que escolher alguem para sair da casa e permaneceremos juntos até julho... Ou até que alguém quebre os pratos!

A casa tem 2 cozinhas, onde dividimos 5 geladeiras e todo o restante do aparato. Temos alguns banheiros e temos lavanderia onde se pode ver as maneiras mais bizarras de lavar roupas e tambem de manchar elas, rasgar, queimar...

Hoje tivemos a apresentaçao da UNL aos alunos estrangeiros e por isso, falei em 2 radios locais e para uma TV tambem hehehe

Para resumir, está sendo muito rico conhecer tudo, conviver e tambem compartilhar as coisas que vivemos, que sabemos, que queremos aprender...

Besitos