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Las mismas colores de Rio Grande del Sur
Nacionalismo
Rumo a " La Garganta del Diablo"
Ruta Quebrada de Humahuaca, sentido sur e adiós Tilcara...
Pukara de Tilcara
Quebrada de Humahuaca
Camino para La Garganta del DiabloQuarta-feira, 20 de abril, dia de "La Virgen de Copacabana de Punta Corral", assistimos a maior expressão de fé da Quebrada de Humahuaca. O amanhecer foi uma surpresa, acordamos em meio a um deserto imenso em um dia lindo de sol, banho quentinho com agua aquecida a lenha (um luxo pra quem já tava se acostumando com banho gelado). Deixamos o acampamento armado e fomos ao Mercado Municipal de Tilcara, com carne crua, bolos, asado de llama e artesanato, comemos um espetinho de frango e algumas empanadas para aguentar a caminhada hasta "La Garganta del Diablo" e aí nos juntamos às pessoas que estavam indo buscar a imagem da virgem no alto da montanha. Turistas, tilcareños, muita música (70 bandas de toda região vão buscar a virgem) e até um guri com camiseta do Grêmio!
Seguimos o curso do rio (que nessa época tá quase seco) para chegar até a cascata, caminhamos 2 horas, mas pelo fato de estarmos subindo e caminhando sobre pedras, o cansaço era de um dia inteiro de caminhada. Escorreguei algumas vezes, caí 1 vez e bati minha térmica =/ A cascata tinha pouca água, mesmo assim, foi maravilhoso chegar nela e estar rodeada por montanha e silêncio, além de ver a força com que a agua vem esculpindo as rochas, fazendo um tunel para a cascata descer.
Voltamos pelo mesmo caminho e como diz o ditado "pra descer todo santo ajuda" assim que, voltamos mais rapido e fomos até as Ruinas de Pukara, lembrei tanto das aulas de arqueologia e confesso que despertou uma vontade imensa de seguir nessa area, mas bueno, isso já é ooooutro assunto... As construçoes indigenas estao em perfeito estado e nunca tinha visto tanto cactus na minha vida, todos gigantescos!!! Um cenario bem tipico dos desenhos do Papa Leguas (bip bip) Do ponto mais alto do cerro era possivel ver uma boa parte do que é a Quebrada de Humahuaca, uma fusao incrivel de cores, de deserto e de verde.
Voltamos para desarmar o acampamento e cair na estrada antes que a noite e o frio desértico chegasse, conseguimos carona para 2 em um carro de francesas e seguimos na ruta para conseguirmos alguém que nos levasse também, mas de noite tudo complica, assim que, tivemos que ir a um posto de gasolina para pedir carona.
Conseguimos ir até Humahuaca com um indigena da etnia Coya, que nos propos que se nao tivessemos onde dormir, ele iria dar algumas voltas e poderia voltar para nos buscar para passarmos a noite na casa da familia dele... inesquecivel esse encontro com pessoas de coraçao tao grande!!!
De Humahuaca resolvemos seguir em onibus até La Quiaca, pq já era quarta-feira e tinhamos que chegar rápido até a fronteira. Chegamos em La Quiaca com temperatura negativa, pq parecia que ia congelar cada osso, cidade de fronteira, as 2h da manhã, confesso que senti muito medo... mas ao mesmo tempo sabia que nada podia dar errado.
Quinta-feira de manhã, La Quiaca agora vista com luz, me pareceu muito mais tranquila, uma cidade simples de pessoas humildes. Aqui já se podia ver muuuito da cultura boliviana, inclusive algumas cholas, que são as típicas mulheres campesinas bolivianas, com suas longas tranças, saias rodadas e carregando fardos imensos envoltos por aqueles tecidos coloridos.
O café da manhã foi um banquete de facturas suuuper gostosas, saimos para conhecer o mercado central e a feira de hortifruti e daí já seguimos para a fronteira da cidade com a Bolivia.
Coisa boa cruzar a fronteira de um país, carimbar o passaporte e sentir a sensação de ter conquistado um pouco mais desse mundo gigante, que por vezes parece ser tão pequeno! Engraçado é que a gente pensa que muda o país mudam as pessoas e toda a paisagem... e no caso da Bolívia é exatamente assim!!! Villazón que é a cidade da Bolivia lindeira em relaçao à Argentina, parece um pouco com Ciudad del Leste, comércio intenso, contrabando tenso!
O nacionalismo boliviano é algo que salta aos olhos e sobretudo o orgulho dos bolivianos em terem um presidente indigena, e assim, quem nos dá a "bienvenida" na aduana é uma foto dele mesmo: Juan Evo Morales Aima.
Suco de pomelo por 1 real na rua, super almoço com carne e cerveja Paceña no Mercado Central por 10 reais, vantagens do cambio e proveito que se tira de estar em um lugar tão humilde.
Queria ter tirado fotos nas ruas, mas me passa nessas situações uma impossibilidade de tirar fotos. Como que não me permito fotografar as pessoas em sua rotina, penso que essa ação é futilidade demais frente a situaçao das pessoas. Fotografar o que? As pessoas trabalhando, pedindo dinheiro, enquanto eu disfrutava do prazer de fotos... Fotografar pra que? Pra dizer que eu estive alí e de como minha situação de vida é diferente... Não sei se é exatamente por isso que não consigo tirar fotos dessas situações, mas me parece como se eu tivesse fazendo daquela vivência, uma disney....
Comprei uma manta aguaya, uma ruana de lão de alpaca e um tenis (liiiiiiiiiindo) de aguayo! Queria ter comprado muuuuita coisa, mas aí tá o problema do mochilão, pouco espaço e quanto mais coisas, mais pesado fica...
Nos despedimos da Bolívia e aí começamos o caminho de regresso (embora tivessemos muuuuita vontade de avançar) e como sempre, muuuuuita sorte.... assim que chegamos na estrada já conseguimos carona eassim pudemos voltar até Perico, uma cidadezinha bem perto de Salta!!! Conhecer Salta tinha sido promessa pra eu deixar de fazer birra quando saimos de lá sem conhecer...
Chegando em Perico, fomos em busca de algum lugar para ficar e aí que a policia camionera junto com seu cachorrinho nos acolheu suuuper bem e nos levaram até um clube onde pudemos armar um acamapamento seguro, com agua quente e uma grama fofa que beirava a maciez de um colchao! Pra jantar: chimarrao e pepas (biscoito com goiabada)!
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